Gestão financeira: organizando as finanças do escritório de advocacia

Profissionais liberais enfrentam uma resistência muito grande para se adaptarem à rotina como gestores. Na maioria dos casos, apesar do grande conhecimento técnico e do reconhecimento no mercado, muitos deles se esquecem de que ter um escritório é como gerir uma empresa. E é claro que, no caso dos advogados, não é muito diferente.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais da metade dos negócios fecham no país depois de apenas quatro anos de abertura por causa de problemas relacionados à gestão. O principal deles é o descontrole financeiro. Para que nossos leitores passem bem longe dessas estatísticas, resolvemos trazer neste post algumas dicas para uma gestão financeira eficiente. Confira!

Aposte na tecnologia

Sim, a rotina do advogado é movimentada e, na maioria dos casos, não há muito tempo para uma gestão efetiva e focada. Por isso, reforçamos a importância da automação dos processos para que toda a administração seja facilitada.

Além de garantir uma gestão do tempo otimizada, o advogado pode obter informações sobre as finanças em tempo real e de qualquer lugar, o que aumenta a produtividade das atividades que realmente importam, como o planejamento e o atendimento ao cliente.

Elabore um fluxo de caixa

Controle total de receitas e despesas operacionais: essa é a função dos fluxos de caixa. Por receitas e despesas operacionais, entenda todas as entradas e saídas de recursos financeiros relacionados às atividades habituais do negócio, ou seja, a própria atividade de advocacia.

Com os fluxos de caixa, o advogado pode ter um controle maior sobre as finanças do negócio, pois sabe exatamente os recursos que tem disponíveis para reinvestir, contratar auxiliares, contrair dívidas, comprar materiais, entre muitas outras coisas.

Separe o capital empresarial do pessoal

Como vimos anteriormente, é fundamental saber exatamente quanto dinheiro entra e quanto sai do seu escritório. Acontece que, infelizmente, muitos advogados ainda costumam misturar o capital pessoal ao empresarial. Compram material de escritório com o cartão pessoal, e utilizam a conta da empresa como se fosse um caixa eletrônico, por exemplo.

Esse é o começo para a desorganização financeira. Além de criar contas correntes distintas para as atividades profissionais e pessoais, o advogado deve definir, ainda, um pró-labore bem definido, evitando fazer retiradas desmedidas do capital do escritório.

Faça um cálculo realista dos honorários

Em alguns casos, a precificação dos honorários baseada nas tabelas da OAB ou no mercado não atendem a realidade do gestor. Em primeiro lugar, em vez de procurar estabelecer preços de acordo com os patamares externos, é preciso avaliar a realidade da empresa, identificando os custos e incluindo tudo no orçamento.

Assim, você consegue fazer um cálculo realista, que realmente atenda as suas necessidades internas, o que contribui para a melhoria da gestão financeira. É importante lembrarmos de que a precificação é um fator importante não só para atrair novos clientes, mas, principalmente, para que o escritório consiga crescer de maneira sustentável, sem desequilíbrios financeiros.

Gostou das dicas desse post? Ficou com alguma dúvida? Fique à vontade para deixá-la nos comentários!

Manual de Eficiência para Escritórios de Advocacia

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2017-12-15T15:46:01+00:00 junho 13th, 2016|Finanças|0 Comentários

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